quinta-feira

Relações Feudo-Vassálicas


Conceitos


Domínio senhorial - Propriedade fundiária pertencente a um senhor nobre ou eclesiástico, também chamada de senho­rio; constituía a principal fonte do seu poder e dos seus rendimentos. Dividia-se em duas áreas; a reserva e os man­sos (ou casais, em Portugal).

Reserva - Parte do domínio senhorial directamente explorada pelo senhor; constituíam-na as terras mais férteis. Nele esta­vam instalados: a igreja, o celeiro, o lagar, o moinho, o forno e o solar do senhor.

Mansos - Parcelas em que estava dividido o senhorio; eram cultivados por camponeses em troca do pagamento de tri­butos e da prestação de serviços ao senhor.

Servo - Camponês não livre que trabalhava a terra do seu se­nhor.

Feudo - Bem concedido em troca de serviços. A partir do século XI, passou a designar uma propriedade fundiária concedida, a título hereditário, pelo Rei ou um grande senhor, a um vassalo.

Vassalo - Nobre que se colocava na dependência do soberano ou de um senhor mais poderoso (suserano) em troca de protecção e da concessão de um beneficio.

O Feudalismo e as Relações de Dependência pessoal


Suseranos e Vassalos


A Europa nos Séculos IX a XII


quarta-feira

A vida dos camponeses

Pagamento de rendas e impostos ao senhor

O vilão trabalha muito e sofre, semeia o centeio, grada a aveia, ceifa o prado, tosquia a lã, faz as cercas, levanta paliçadas, cumpre as cor­veias, sofre as pilhagens senhoriais e paga muitos impostos. (...) Se tem um bom pato ou uma gali­nha gorda, ou bolo, ou farinha branca, destina-a aos seus senhores. E se tem vinho da sua vinha, o seu senhor (...) fica com ele (...), nunca prova um bom bocado de ave nem de caça.
Livro dos Costumes, séc. XII
O camponês vive como um porco. Não gos­ta de uma vida graciosa e a riqueza sobe-lhe à cabeça quando se eleva a uma posição de prospe­ridade.
Portanto, o melhor é manter-lhe a manjedoura vazia, consumir os seus bens e fazê-lo sofrer o vento e a chuva.
Bertran de Bom (trovador do séc. XII)

Relações Feudo-Vassálicas







Sociedade Ruralizada e Tripartida

A Europa do século VI ao século IX

Fim do Mundo Romano

sábado

O Exército Romano





O exército romano, nos dias áureos do Império, era uma máquina de guerra devastadora e tremendamente bem sucedida. A unidade princi­pal era a legião, com cerca de 6000 homens, quase todos tropa de infan­taria. Podia incluir 100 a 200 homens a cavalo, utilizados como batedo­res, porta-estandartes e enviados em perseguição de inimigos em fuga. O legionário tinha de ser cidadão romano, e os recrutas tinham de sub­meter-se a um rigoroso programa de selecção antes de serem aceites nas fileiras. Deviam medir pelo menos 1,70 m e ser aprovados num exa­me médico para garantir que se encontravam em boa condição física e tinham boa visão. Depois, alistavam-se por 20 anos.
O equipamento foi evoluindo ao longo dos anos, mas no século I d. C, um legionário usava um elmo de ferro, uma armadura peitoral ou aduelas de ferro, um escudo de madeira, dois grandes dardos, um punhal, uma espada curta, o chamado gládio, e sandálias robustas de couro.
Para além da armadura e das armas, os soldados levavam ainda um cesto, uma picareta, um machado, uma serra, uma panela, duas estacas para a paliçada de defesa do acampamento e cereal suficiente para uns 15 dias, num total de 40 kg.
Também, nos cercos, os Romanos eram impressionantes. Para derru­barem as portas das cidades, unidades de 27 legionários agrupavam-se em testudo, ou formações "em tartaruga", juntando-se uns aos outros com os escudos sobre as cabeças, o que constituía uma "carapaça" que os protegia dos projécteis inimigos. Também na guerra de cerco usavam torres móveis, rampas, escadas e catapultas gigantes, as ballistae, para lançar sobre o inimigo pedras e setas em chamas.
As vitórias eram celebradas com toda a pompa. Em Roma, era costu­me realizarem-se "triunfos", ou seja, celebrações públicas para dar as boas-vindas aos comandantes e tropas vitoriosas, com brilhantes corte­jos de carros alegóricos, porta-estandartes, trombetas, exibição de pri­sioneiros e execuções rituais dos chefes inimigos num local perto do fórum. Os insucessos eram mal vistos: uma unidade considerada deso­bediente ou cobarde em batalha era sujeita à "dizimação" - escolhia-se à sorte um soldado em cada 10, que era selvaticamente morto à paulada pelos seus anteriores camaradas.

sexta-feira

Panis et circensis


Panis et circensis , que significa "Pão e Circo", era (é) uma expressão usada pelos adversários da política do Imperador a quem acusavam de distrair os cidadãos com diversões, da miséria e das más condições de vida em que viviam . Os jogos, durante os quais era distribuído pão, eram assim usados para desviar e calar o espírito crítico das pessoas e a capacidade de oposição às suas políticas.

Os Patrícios


Os patrícios, cidadãos de Roma, constituíam a aristocracia romana, a elite. Desempenhavam altas funções públicas no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram grandes proprietários de terra e credores dos plebeus, os quais, por isso, viviam sob a constante ameaça de se tornarem escravos. Os patrícios, descendentes das famílias mais antigas da cidade, eram donos das maiores e melhores terras e os únicos a possuir direitos políticos.


A Civilização Romana


Para melhor dominar e organizar o seu vasto império, os Romanos implantaram nos territó­rios conquistados os seus costumes, modos de vida e cultura.

Como se deu a integração dos povos vencidos no Império? Que papel teve o latim e o direito roma­no nesse processo?

Economia Romana



Com o estabelecimento do Império, numerosas riquezas afluíram a Roma, tornando-a no cen­tro da economia internacional.








Que mudanças ocorreram, então, nas activi­dades económicas? Que produtos circulavam no Mediterrâneo?

Sintese Esquemática


Construindo um Império (Série)




sábado

Os órgãos de poder e as limitações do regime democrático


Na cidade-estado de Atenas, os órgãos de poder eram os seguin­tes :


Assembleia do Povo ou Eclésia, constituída por todos os cidadãos, que aprovava as leis, decidia da paz ou da guerra, elegia as magistratu­ras mais importantes e votava o ostracismo;
Bulé, conselho permanente de 500 cidadãos, sorteados entre as tri­bos (50 por tribo), que elaborava as leis a aprovar pela Eclésia;
Helieu, tribunal composto por 6000 cidadãos, que julgava os casos de não cumprimento das leis da cidade.
Para além destes órgãos de poder, distinguiam-se como dirigentes políticos os arcontes e os estrategos.

Assim, o regime democrático trouxe importantes inovações:
preen­chimento dos cargos políticos através de eleições ou por sorteio
duração limitada desses cargos
participação dos cidadãos na vida política.

A democracia ateniense tinha, contudo, as suas limitações. Na ver­dade, só os cidadãos atenienses, cerca de 10% da população, participa­vam na vida política (as mulheres e os filhos dos cidadãos, os metecos e os escravos estavam dela excluídos). A existência de escravos, o imperialismo de Atenas em relação às outras cidades da Liga de Delos e a Lei do Ostracismo são também consideradas como “imperfeições” da democracia ateniense. No entanto, apesar das suas imperfeições, o regime político de Atenas foi seguido em muitas cidades gregas e serviu de modelo às democracias modernas.




Boas Festas!

terça-feira

Sociedade Egípcia


A sociedade do antigo Egipto era uma sociedade estratificada e profundamente desigual : de um lado uma minoria de ricos e poderosos (os estratos superiores) e, do outro, a grande maioria da população pobre e sujeita às mais duras condições de vida ( os estratos inferiores)
* o papiro foi o antepassado do papel e os seus rolos eram usados para a escrita durante a antiguidade sobretudo no egipto.
Escreve o teu nome


 

segunda-feira

Tutankamon


Máscaras funerárias de Tutankamon encontradas no seu túmulo por Howard Carter em 1922

domingo

A Invenção da Escrita



Escrita Cuneiforme (Suméria, c 3500 a. c.)


A escrita foi inventada pelos Sumérios cerca de 3500 anos a.c.




quinta-feira


A partir de inícios do 4º milénio, vários progressos técnicos e inovações vieram melhorar a vida das sociedades agrícolas:

. a descoberta da metalurgia (do cobre e do bronze) - permitiu aumentar a produção;

. a invenção da escrita (de início constituída por sinais-dese­nhos e depois por símbolos a designar palavras e ideias) per­mitiu fazer registos da vida das comunidades, como compras e vendas, empréstimos e impostos;

. a invenção do cálculo - serviu para determinar a área dos campos e traçar plantas de templos e palácios;

. a criação de sistemas de pesos e medidas (baseados de início em cereais e depois em peças metálicas) serviram de apoio às trocas comerciais.

domingo


A maior ou menor riqueza das aldeias dependeu sempre da fertilidade do solo, da secagem dos pântanos ou dos depósitos deixados na terra por ocasião das enchentes. A necessidade de as populações repararem os danos das cheias e de criarem redes de represas, canais e obras de irrigação levou-as a unirem-se e a organizarem-se.
Ora, a antiga aldeia não tinha possibilidade de responder a essas exigências. Só a cidade pôde mobilizar-se e centralizar a força de trabalho capaz de levar a cabo a defesa e organização dos grupos populacionais. A cidade, criada a partir do desenvolvimento da cidadela (recinto fortificado) da aldeia, passou a contar com um novo corpo de habitantes: funcionários administrativos, artesãos e mercadores. A cidade distingue se definitivamente da aldeia quando cria a escrita, o cálculo e o sistema de pesos e medidas. "
Lewis Munford. "A Cidade na História" (adaptado)

quarta-feira

Arte em Roma



O Mosaico é uma criação artística original dos romanos e  é um tipo de arte que os romanos utilizavam para revestir paredes, coberturas de habitações e pavimentos.
São compostos por cubos de 1 a 3 cm de pedras coloridas como pórfiro, mármore, granito, quartzo e outros tipo de pedras coloridas que eram fixadas por uma camada de argamassa de cal ou de cimento.





Deuses Romanos


Os romanos tinham os seus próprios deuses :

os Manes,que  eram as almas dos entes queridos falecidos e a sua veneração está relacionada com o culto aos antepassados

os Lares, que eram os deuses do lar, da casa e da família.  

Os penates, que eram os deuses responsáveis pelo bem-estar e a prosperidade das famílias.

Vesta, que era a deusa que personificava  o  fogo sagrado, protectora da casa e da cidade.


Os chefes de família eram os sacerdotes dos penates de sua própria casa e a  eles eram oferecidas suas partes nas refeições diárias  e quando uma família viajava transportava consigo os seus penates.
Mais tarde, com as conquistas e com o alargamento dos seus territórios, os romanos adoptaram outros deuses, sobretudo os deuses gregos, a quem mudaram apenas os nomes. Assim , Zeus passou a chamar-se Júpiter, Poseidon tornou-se Neptuno, deus dos mares, Afrodite tornou-se Vénus, Artémis tornou-se Diana...
Apolo manteve o nome de origem e continuou a ser o deus  da luz por excelência, da arte, da música e da poesia....
No Séc I o cristianismo difundiu-se por todo o império e, no séc IV com os imperadores Constantino e Teodósio, tornou-se na religião oficial de Roma.

terça-feira

Roma Antiga (Reconstituição)





Esquema Conceptual


Júlio César


Nascido no seio de uma família de patrí­cios romanos, no ano 100 a. c., assumiu o poder - juntamente com Crasso e Pompeu ­no ano 60 a. C.
Eleito cônsul, em 59 a. c., dedicou-se à organização do exército romano na Gália Cisalpina (Norte da Itália). Após lutas ardo­rosas com os gauleses, conquistou a Gália Transalpina (França) e passou o rio Reno para intimidar os Germanos.
Afamado pelas suas vitórias militares, regressou a Roma e assumiu o poder (45 a. c.), pondo termo ao governo ineficaz do Senado. Reformulou o calendá­rio, tendo introduzido o mês de julho, ins­pirado no seu nome.
No ano seguinte,em 44 A.C., nos idos de Março (dia 15) morreu apunhalado por um grupo de 60 conjurados republicanos, receosos da queda do regime e da instaura­ção de um governo absoluto. Entre eles contavam-se os seus antigos protegidos Brutus e Cassius. César caíu aos pés de uma estátua de Pompeu e as suas últimas palavras são descritas em várias versões:
Kai su, teknon? (Grego, tu também, meu filho?)
Tu quoque, Brute, filii mei! (Latim, Tu também, Bruto, meu filho!)
Et tu, Brute? (Latim, Tu também, Bruto?, versão imortalizada na peça de Shakespeare, "Julius Caesar"

Segundo Suetónio, em "A Vida dos Doze Césares", César, ao ser golpeado, não pronunciou frase alguma.De qualquer forma a frase ficou como espelho da traição dos amigos.
A lenda reporta um aviso feito por Calpurnia Pisonis, a mulher de César, depois de ter sonhado com um presságio terrível, mas César ignorou-a dizendo "Só se deve temer o próprio medo."

Depois da morte de César, rebentou uma luta pelo poder entre o seu sobrinho-neto Octávio , adoptado no testamento, e Marco António, que haveria de resultar na queda da República e na fundação doImpério Romano no ano de 27 A.C.