sábado

Os órgãos de poder e as limitações do regime democrático


Na cidade-estado de Atenas, os órgãos de poder eram os seguin­tes :


Assembleia do Povo ou Eclésia, constituída por todos os cidadãos, que aprovava as leis, decidia da paz ou da guerra, elegia as magistratu­ras mais importantes e votava o ostracismo;
Bulé, conselho permanente de 500 cidadãos, sorteados entre as tri­bos (50 por tribo), que elaborava as leis a aprovar pela Eclésia;
Helieu, tribunal composto por 6000 cidadãos, que julgava os casos de não cumprimento das leis da cidade.
Para além destes órgãos de poder, distinguiam-se como dirigentes políticos os arcontes e os estrategos.

Assim, o regime democrático trouxe importantes inovações:
preen­chimento dos cargos políticos através de eleições ou por sorteio
duração limitada desses cargos
participação dos cidadãos na vida política.

A democracia ateniense tinha, contudo, as suas limitações. Na ver­dade, só os cidadãos atenienses, cerca de 10% da população, participa­vam na vida política (as mulheres e os filhos dos cidadãos, os metecos e os escravos estavam dela excluídos). A existência de escravos, o imperialismo de Atenas em relação às outras cidades da Liga de Delos e a Lei do Ostracismo são também consideradas como “imperfeições” da democracia ateniense. No entanto, apesar das suas imperfeições, o regime político de Atenas foi seguido em muitas cidades gregas e serviu de modelo às democracias modernas.




Boas Festas!

terça-feira

Sociedade Egípcia


A sociedade do antigo Egipto era uma sociedade estratificada e profundamente desigual : de um lado uma minoria de ricos e poderosos (os estratos superiores) e, do outro, a grande maioria da população pobre e sujeita às mais duras condições de vida ( os estratos inferiores)
* o papiro foi o antepassado do papel e os seus rolos eram usados para a escrita durante a antiguidade sobretudo no egipto.
Escreve o teu nome


 

segunda-feira

Tutankamon


Máscaras funerárias de Tutankamon encontradas no seu túmulo por Howard Carter em 1922

domingo

A Invenção da Escrita



Escrita Cuneiforme (Suméria, c 3500 a. c.)


A escrita foi inventada pelos Sumérios cerca de 3500 anos a.c.




quinta-feira


A partir de inícios do 4º milénio, vários progressos técnicos e inovações vieram melhorar a vida das sociedades agrícolas:

. a descoberta da metalurgia (do cobre e do bronze) - permitiu aumentar a produção;

. a invenção da escrita (de início constituída por sinais-dese­nhos e depois por símbolos a designar palavras e ideias) per­mitiu fazer registos da vida das comunidades, como compras e vendas, empréstimos e impostos;

. a invenção do cálculo - serviu para determinar a área dos campos e traçar plantas de templos e palácios;

. a criação de sistemas de pesos e medidas (baseados de início em cereais e depois em peças metálicas) serviram de apoio às trocas comerciais.

domingo


A maior ou menor riqueza das aldeias dependeu sempre da fertilidade do solo, da secagem dos pântanos ou dos depósitos deixados na terra por ocasião das enchentes. A necessidade de as populações repararem os danos das cheias e de criarem redes de represas, canais e obras de irrigação levou-as a unirem-se e a organizarem-se.
Ora, a antiga aldeia não tinha possibilidade de responder a essas exigências. Só a cidade pôde mobilizar-se e centralizar a força de trabalho capaz de levar a cabo a defesa e organização dos grupos populacionais. A cidade, criada a partir do desenvolvimento da cidadela (recinto fortificado) da aldeia, passou a contar com um novo corpo de habitantes: funcionários administrativos, artesãos e mercadores. A cidade distingue se definitivamente da aldeia quando cria a escrita, o cálculo e o sistema de pesos e medidas. "
Lewis Munford. "A Cidade na História" (adaptado)