domingo

Religião










Os egípcios acreditavam na imortalidade da alma, na sua reencarnação e que depois da morte existia uma outra vida. Após a morte, a alma ia ao tribunal de Ósiris, onde era julgada.
Como acreditavam na reencarnação era necessário que o corpo estivesse conservado para quando a alma regressasse ao corpo que havia habitado. Para isso realizavam o processo de mumificação (embalsamamento do corpo) e pintavam no sarcófago a cara do defunto para que a alma o reconhecesse.

Pintura e Relevo no Antigo Egipto




Pintura
O relevo e a pintura estavam ao serviço da glorificação do faraó e da reli­gião. A maior parte dos relevos esculpidos destinava-se a decorar túmulos e templos. Nas paredes das câmaras funerárias dos túmulos, várias pinturas reprodu­ziam cenas religiosas e da vida quotidiana.
No relevo e na pintura egípcias, a representação da figu­ra humana obedecia a certas regras :
- cabeça e pés de perfil, tronco de frente (lei da frontali­dade)
- cenas representadas em bandas, umas sobre as outras (ausência de perspectiva)
- dimensão das figuras de acordo com a sua categoria social (lei da proporcionalidade)

Relevo


Pintura (em tiras ou bandas)

Procura encontrar nas gravuras, algumas características da pintura e do relevo acima descritas

Salvé, ó Nilo...


O Nilo é um dos rios mais extensos do mundo, percorrendo 6.696km através do nordeste africano . Nasce perto da linha do Equador e corre para o norte, em direcção ao Mar Mediterrâneo. Recebendo as águas das chuvas que caem nas suas nascentes, localizadas na África Equatorial e na Etiópia, o rio Nilo provocava anualmente no Egipto uma inundação, entre Julho e Novembro, depositando sedimentos que tornavam as margens de terra extremamente férteis, muito propícias para os cultivos agrícolas. Embora hoje essas cheias já não aconteçam devido à construção da barragem de Aswan, construída na década de 60, os camponeses do Egipto ainda hoje cultivam o solo aproveitando as águas do rio, que se mantém vital para a economia agrícola do país. Viajando pelo Nilo abaixo ainda podemos ver as plantações nos mesmos moldes que os antigos utilizavam.
Das águas do Nilo também prosperam até hoje o cultivo de papiros e a olaria ( fabrico de tijolos e potes de barro) que ainda são confeccionados no antigo estilo egípcio , feitos à mão.


sábado

Ramses II e Nefertari

Templos de Ramses II e de Nefertari em Abu Simbel

Os templos de Ramsés II e da sua esposa, Nefertari, não estiveram sempre onde estão hoje.Nos anos 60 do século passado, com a construção da Barragem de Assuão, no Nilo, estes monumentos ficariam para sempre submersos. O governo egípcio com a ajuda da comunidade internacional, retirou-os pedra por pedra do local onde foram mandados construir por Ramsés II e montou-os um pouco mais acima, onde agora os podes visitar como turista .
Na gravura em baixo podes ver como eram antes da barragem, numa reprodução da sua localização original feita por David Roberts em 1838-1839 .

Tópicos de Estudo


Transforma o esquema em texto explicando a origem e a grandeza do Antigo Egipto.

A escrita no Egipto Antigo


Escrita hieroglífica

Evolução da escrita egípcia: Hieroglífica, Hierática e Demótica
Os egípcios criaram uma escrita original - a escrita hieroglífica. Através de caracteres chamados hieróglifos ­representavam seres vivos e objectos. Assim, por exemplo, para "escre­ver" a palavra sol desenhavam um disco solar. A pouco e pouco alguns desses sinais passaram a ser usados para repre­sentar ideias e sons. Este tipo de escrita foi utilizado em inscrições grava­das ou pintadas em placas, estátuas, paredes de templos e túmulos.
Com o decorrer do tempo, apareceram outros sistemas de escrita mais simples e de traçado mais rápido:
a hierática (escrita sagrada), utilizada pelos sacerdotes;
a demótica (popular), utilizada nos textos do dia-a-dia (com excep­ção dos textos religiosos) que surge nos finais da história do Egipto Antigo. Quer a escrita hierática quer a demótica ou popular utilizavam o papiro como material de suporte para a escrita.

Escriba e instrumentos de escrita. O desenho da sua caneta de junco e dos recipientes onde a humedecia para escrever, formava o hieroglifo que significava "escriba"

O papiro foi o antepassado do papel e os seus rolos eram usados para a escrita durante a antiguidade, sobretudo no egipto.

O Nilo, fonte de riqueza...




O papiro é uma planta que cresce ao longo das margens e do delta do Nilo. Dele se faziam não apenas as folhas e os rolos que receberiam os hieroglifos e as ilustrações da glória dos deuses e do faraó mas também velas para os navios, roupas, sandálias e outros objectos do quotidiano. Era o símbolo do Baixo Egipto assim como o abutre o era do Alto Egipto. O deus Hápi, que personificava o Nilo, tinha na cabeça uma coroa com papiro e flor de lótus. A planta do papiro era considerada sagrada e o nome papiro significa, em egípcio antigo, “ o que pertence a Rá”.
Usado pela primeira vez em 4000 a.C., transformou-se numa das maiores fontes de exportação do Egipto. Era produzido sob monopólio do faraó, com o processo de produção mantido debaixo de um bem guardado sigilo.
Ao contrário do papel, que é feito de fibras de plantas esmagadas, o papiro é feito de tiras finamente cortadas de folhas e talos de cana de papiro, demolhadas durante três dias até clarearem. As tiras eram depois colocadas em toalhas de linho, primeiro horizontalmente e depois verticalmente, empilhadas e comprimidas, antes de serem postas a secar ao Sol.
A produção de papiro foi interrompida em 105 d.C. quando o papel foi inventado na China, e só em 1965 é que um cientista egípcio voltou a redescobrir o segredo do seu fabrico.


Estiletes com que se escrevia no papiro

 O papiro foi o antepassado do papel e os seus rolos eram usados para a escrita durante a antiguidade sobretudo no egipto.

Livro dos Mortos


Este é, talvez, o mais famoso livro do antigo Egipto. Não é propriamente um livro, como hoje os conhecemos, mas sim um enorme rolo de papiro de 4,5 m de comprimento por 37 cm de altura. É neste "livro" que estão descritos os ritos funerários do embalsamamento, o julgamento dos mortos no tribunal de Osíris e as fórmulas e orações mágicas tão popularizadas pelo filme "A Múmia".
Anubis embalsamando o faraó

Sociedade



A sociedade egípcia encontrava-se organizada em torno do faraó. Senhor supremo de todo o país, o faraó distribuía as terras e os cargos.

A sua numerosa família, bem como os sacerdotes, nobres e os altos funcionários constituíam o escalão cimeiro e privilegiado da sociedade egípcia.

Abaixo destes mas, ainda importantes, vinham os escribas e os comerciantes
Os artesãos e camponeses eram a classe mais baixa.

No fundo dos mais desfavorecidos surgiam os escravos que não tinham quaisquer direitos.

Um Estado Teocrático


Um Poder Sacralizado

O Faraó era considerado um deus vivo, filho de Amon-Rá.
Ninguém podia desobedecer-lhe porque isso era o mesmo que desobedecer aos deuses.
O Faraó dispunha de um poder sacralizado (sagrado) e absoluto, sobre todas as coisas e sobre as pessoas. O seu poder era exercido em nome dos deuses e ele próprio mais do que o representante dos deuses era um deus vivo adorado em todo o Egipto.
O Egipto era, assim, um estado Teocrático.

A criação do mundo vista pelos antigos egípcios

A Escrita Hieroglífica



No Egipto, a partir do 4ºmilénio a.c, surge o sistema de escrita Hieroglífica. O nome foi-lhe dado pelos antigos gregos pois a escrita encontrava-se sobretudo na fachada e no interior dos templos e túmulos. Daí , Hieros ( sagrado) + Glifos (inscrições) , isto é escrita sagrada, traduzido à letra.
Os hieróglifos são imagens, símbolos e sinais que exprimem sons e ideias.
Dentro da escrita Hieroglífica, havia a escrita hierática, muito complicada e usada pelos
sacerdotes nos textos sagrados e a escrita demótica que era uma forma de escrita simplificada e mais popular.

quinta-feira

Sociedade


A sociedade egípcia estava dividida em vário estratos ou camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus vivo na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.

Tópicos de Estudo




sexta-feira

As Primeiras Cidades



A maior ou menor riqueza das aldeias dependeu sempre da fertilidade do solo, da secagem dos pântanos ou dos depósitos deixados na terra por ocasião das enchentes. A necessidade de as populações orientarem o curso das cheias, repararem os danos que elas pudessem provocar e de criarem redes de represas, canais e obras de irrigação levou-as a unirem-se e a organizarem-se. Ora, a antiga aldeia não tinha possibilidade de responder a essas exigências. Só a cidade pôde mobilizar-se, centralizar e orientar a força de trabalho capaz de levar a cabo a organização dos grupos populacionais e a sua defesa . A cidade, criada a partir do desenvolvimento da aldeia, passou a contar com um novo corpo de habitantes: funcionários administrativos, artesãos e mercadores. A cidade distingue-se definitivamente da aldeia quando cria a escrita, o cálculo e o sistema de pesos e medidas.
Lewis Munford. "A Cidade na História" (adaptado)

domingo

Conceitos


Pré-História

Paleolítico

Hominídeo

Hominização

Bipedia

Verticalidade

Australopitecus

Homo Habilis

Homo Erectus

Homo Sapiens Neanderthal

Homo Sapiens Sapiens

Clã

Tribo

Semi-nómadas

Caçadores-recolectores

Sociedade Recolectora

Pedra Lascada

Biface

Arte Rupestre

Arte Móvel


Se ainda não dominas todos estes conceitos procura saber os que ainda não dominas.

sábado

A Aventura Humana

Objectivos de Aprendizagem



Identificar aspectos essenciais da Civilização Romana ( língua, literatura,direito e urbanismo )

Caracterizar a Arte Romana

Identificar a influência grega na arte romana.

Referir os deuses tradicionais dos romanos e suas atribuições bem com os deuses "importados" e suas atribuições

Reconhecer a influência da presença romana na Península Ibérica bem como os contributos dos romanos para o mundo contemporâneo

Conhecer, em termos genéricos, o contexto histórico em que surgiu o cristianismo  na Judeia.

Identificar as formas de difusão do cristianismo bem com as etapas na sua afirmação como uma grande religião.

Conhecer os povos bárbaros e seus locais de fixação

Identificar as diferentes vagas de invasores que assolaram a Europa entre os secs V-X

Identificar consequências económicas, sociais e políticas resultantes dessas invasões

Compreender o papel da Igreja Católica no ocidente após o fim do Império romano.

Conhecer e aplicar os seguintes conceitos: Idade Média, Bárbaros, Ruralização, Economia de Subsistência


Materiais