sábado

Objectivos de Aprendizagem



Identificar aspectos essenciais da Civilização Romana ( língua, literatura,direito e urbanismo )

Caracterizar a Arte Romana

Identificar a influência grega na arte romana.

Referir os deuses tradicionais dos romanos e suas atribuições bem com os deuses "importados" e suas atribuições

Reconhecer a influência da presença romana na Península Ibérica bem como os contributos dos romanos para o mundo contemporâneo

Conhecer, em termos genéricos, o contexto histórico em que surgiu o cristianismo  na Judeia.

Identificar as formas de difusão do cristianismo bem com as etapas na sua afirmação como uma grande religião.

Conhecer os povos bárbaros e seus locais de fixação

Identificar as diferentes vagas de invasores que assolaram a Europa entre os secs V-X

Identificar consequências económicas, sociais e políticas resultantes dessas invasões

Compreender o papel da Igreja Católica no ocidente após o fim do Império romano.

Conhecer e aplicar os seguintes conceitos: Idade Média, Bárbaros, Ruralização, Economia de Subsistência


Materiais

terça-feira

Testa o que sabes


Objectivos de Aprendizagem


Localizar no tempo e no espaço o aparecimento dos primeiros hominídeos.

Explicar a importância da bipedia

Conhecer o processo de hominização e as suas etapas (Homo Habilis, Homo Erectus, Homo Sapiens, Homo Sapiens Sapiens).

Identificar os principais instrumentos fabricados pelos hominídeos e os materiais que os constituem (pedra, osso, madeira, fibras animais e vegetais).

Avaliar as vantagens da invenção do fogo para o homem primitivo.

Caracterizar o modo de vida das sociedades recolectoras (alimentação, principais actividades, recolecção, nomadismo).

Estabelecer uma relação entre nomadismo e recolecção
Explicar a importância da caça para a sobrevivência dos hominídeos

Distinguir as principais formas de arte do Paleolítico.

Identificar as principais técnicas utilizadas pelos artistas do Paleolítico (arte rupestre e arte móvel).

Interpretar a Arte do Paleolítico Superior

Conhecer as primeiras formas de culto pré-históricas.


quinta-feira

A Acrópole de Atenas (Visão idealizada)

A Acrópole de Atenas (Visão idealizada)

Atenas, a mais importante cidade-estado grega do século V a. c., ficava situada na Ática. Apesar do solo da Ática ser pobre, a agricul­tura e a pecuária ocupavam a maior parte dos atenienses que viviam do cultivo do trigo, cevada, vinho e, sobretudo, do azeite . Em volta da cida­de, cultivavam-se produtos agrícolas e, nas montanhas criava-se o gado, especialmente, cabras e carneiros.
O artesanato estava muito desenvolvido. Os artesãos fabricavam vasos cerâmicos, estátuas, armas, navios. Para a sua confecção explora­vam o barro, o mármore, a madeira e os minérios. Mas, Atenas tinha falta de cereais e de matérias-primas para o artesanato.

quarta-feira

Civilização Grega

O Partenon


O Partenon é um símbolo duradouro da Grécia e da democracia, e é visto como um dos maiores monumentos culturais do mundo. O nome Partenon parece derivar da monumental estátua de Atena Partenos abrigada no salão leste da construção. Foi esculpida em marfim e ouro por Fídias e seu epíteto ‘’parthenos’’ (παρθένος — "virgem") refere-se ao estado virginal e solteiro da deusa. O Partenon foi construído para substituir um antigo templo destruído por uma invasão dos persas em 480 a.c..

Partenon (Reconstituição)

Grécia- Esquema Conceptual


A Acrópole de Atenas

Acrópole em finais do séc. XIX

Situada na parte alta da cidade de Atenas a Acrópole dominava a parte baixa ou Asty. Na Acrópole foram construídos templos e outros edifícios que fizeram a sua beleza e glória como o Parténon, o Erecthéion, o templo de Atena Niké entre outros. O arranjo da Acrópole foi concebido e dirigido por Péricles e executado em grande parte pelo escultor Fídias na segunda metade do sé. V a. c., entre 447 e 432.
Dominando toda a Acrópole , o Parténon é um dos mais belos exemplares da arquitectura grega clássica.
Acrópole (Reconstituição)

A Ágora


A Ágora era uma praça, a praça principal da pólis, a cidade-estado grega da Antiguidade clássica. A Ágora manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública , sendo o espaço público por excelência. É nela que o cidadão grego convive com o outro, onde ocorrem as discussões políticas e os tribunais dos cidadãos se reunem: é, portanto, o espaço por execelência do exercício da cidadania. Por este motivo, a Ágora (juntamente com a Pnyx, o espaço de realização das assembleias) era considerada um símbolo da democracia directa, e, em especial, da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto.

A Democracia em Atenas


Péricles


Atenas, como as demais cidades gregas, foi até ao Séc. V a.c. gover­nada por reis (monarquia), nobreza (oligarquia) e por tiranos (tirania). Con­tudo, no século V a. c., estabeleceu-se na cidade-estado de Atenas uma forma de governo diferente das restantes - o regime democrático.
Para o estabelecimento deste novo regime político e social foi fundamental a acção de três legisladores - Sólon (c. 640-c. 560 a. c.), Clístenes (508-462 a. C) e Péricles (462-429 a. C). Entre as medidas que tomaram, destacam-se as seguintes:

Sólon- Redacção de leis iguais para todos os homens livres e fim da escra­vidão por dívidas

Clístenes- Divisão da Península da Ática em 100 demos, agrupados em 10 tri­bos; cada tribo, onde todos eram iguais, elegia anualmente os cida­dãos para os vários órgãos do governo da cidade. Procurava-se, assim, evitar que os ricos dominassem a vida política

Péricles- Concessão de salários a todos os cidadãos que fossem designados para cargos públicos; desta forma, todos, incluindo os cidadãos mais pobres, podiam participar na vida política.

domingo

Economia de Atenas



Como a terra não era farta ( 80% era solo montanhoso) os gregos desenvolveram uma rica economia mercantil e marítima, com a prática do comércio a longa distância. O grande comércio era feito através do porto de Pireu, a 5Km de Atenas,  por onde exportavam vinhos, azeite, armas e produtos do seu artesanato ( que estava muito desenvolvido) e importavam bens alimentares (trigo) metais e objectos de luxo. O poderio económico da cidade apoiava-se, ainda, numa grande e bem armada frota naval e numa forte moeda, o dracma .

Actividade comercial no porto de Pireu
Trirreme Grega

sábado

A Sociedade de Atenas


A sociedade ateniense era constituída por três grupos bem dis­tintos :

os cidadãos, homens livres, com mais de 18 anos, filhos de pai e mãe atenienses. Eram os únicos a possuir terras na Ática. Só eles tinham direitos políticos, participando nas assembleias, conselhos e tribunais. Constituiam uma minoria da população, cerca de 10% em meados do século V a. C.

os metecos, estrangeiros que viviam na cidade-estado de Atenas. Eram homens livres, mas sem direitos políticos, estavam sujeitos ao serviço militar e ao pagamento de impostos. Dedicavam-se ao comér­cio e ao artesanato. Excepcionalmente, podiam tornar-se cidadãos;

os escravos, homens não-livres, ocupados em tarefas variadas como a agricultura, artesanato, comércio, trabalhos domésticos. Eram prisioneiros de guerra ou pessoas raptadas por piratas. Cons­tituíam cerca de 1/3 da população .

Assim, a sociedade ateniense era dominada por uma minoria - os cidadãos, os únicos que tinham direitos políticos. Estes direitos eram exercidos nos órgãos de poder e nos lugares públicos, como a Ágora . Contudo, a grande maioria - mulheres, metecos e escravos ­não participava na vida política.

sexta-feira

Arte Grega


Enquanto a arte egípcia é uma arte ligada ao espírito, a arte grega liga-se à inteligência, pois os seus reis não eram deuses, mas seres inteligentes e justos que se dedicavam ao bem-estar do povo. A arte grega volta-se para o gozo da vida presente. Contemplando a natureza, o artista se empolga pela vida e tenta, através da arte, exprimir suas manifestações.
Na sua constante busca da perfeição, o artista grego cria uma arte de elaboração intelectual em que predominam o ritmo, o equilíbrio, a harmonia ideal. A arte grega tem como características:
racionalismo, o amor pela beleza, o interesse pelo homem, essa pequena criatura que é “a medida de todas as coisas” e a democracia.


Esquema Conceptual

Arte Grega



mais em:

domingo


Entrar numa pirâmide é entrar num espaço sagrado que é preciso ocultar dos mortais enquanto o corpo mumificado do faraó espera o regresso do seu Ka do mundo subterrâneo onde Osíris governa .
Estátuas de príncipes e de altos dignatários acompanhavam o sarcófago e protegiam o local. As estátuas de Rahotep e da sua esposa Nofret têm mais de 4.500 anos. Ele era um funcionário e ela uma princesa. O conjunto escultórico foi encontrado na mastaba do casal perto da pirâmide de Senefru, em Meidum, havendo quem levante a hipóteses de Rahotep ser filho do grande faraó construtor, Senefru.
Os trabalhadores que escavaram o local fugiram assustados quando a luz das tochas se reflectiu sobre os olhos inscrustrados das estátuas.

sábado

Objectivos de Aprendizagem

A ficha de avaliação versa apenas sobre a formação de Portugal.


Assim, deves

- Compreender que no território da Península Ibérica , coexistiram, após a invasão e ocupação árabe do sév VIII, dois mundos contrastantes em termos de civilização e cultura.

- Relacionar os avanços da Reconquista com os apoios da Europa cristã e feudal.

- Reconhecer a formação de Portugal como resultado de dois movimentos complementares:
   - Os avanços da Reconquista em direcção ao Sul
   - as tentativas de libertação dos laços de tipo feudal que ligavam D. Henrique (Condado Portucalense) a 
      seu sogro, Afonso VI ( Reino de Leão).

Bom estudo!


saber +

quinta-feira

Pirâmide Feudal


A partir da imagem:
- que significado atribuis às palavras "sociedade", "diferenciação social" e "hierarquia"?

Sociedade Feudal


Domínios Senhoriais

"Très Riches Heures," livro profusamente ilustrado pelos irmãos Limbourg para Jean, Duc de Berry, Séc XV
O domínio senhorial não era apenas uma vasta extensão de terras pertencente a um senhor nobre poderoso. Era um mundo fechado e que procurava ser auto-suficiente produzindo o que era necessário ao senhor e à restante população que o habitava. Mais do que uma extensa propriedade, o domínio ou senhorio era um agrupamento de homens ligados por direitos e por deveres: o senhor dava protecção aos camponeses que lhe deviam obediência, trabalho e impostos.

Os Domínios Senhoriais


O Senhorio ou Domínio Senhorial era uma vasta propriedade, constituída pela Reserva e os Mansos ou Casais de que o senhor era o proprietário. Nela, o senhor, estabelecia a lei, exercia a justiça e cobrava aos camponeses rendas, impostos e serviços (corveias).
Os camponeses podiam ser livres ou não e neste caso chamavam-se servos ou malados. Os servos trabalhavam nas terras directamente exploradas pelo senhor ( a Reserva) e não podiam mudar-se ou abandoná-las.Para serem livres tinham de comprar a sua liberdade ao senhor ou, então, fugir, normalmente para a cidade. Se fossem apanhados eram severamente castigados.

Relações Feudo-Vassálicas


Conceitos


Domínio senhorial - Propriedade fundiária pertencente a um senhor nobre ou eclesiástico, também chamada de senho­rio; constituía a principal fonte do seu poder e dos seus rendimentos. Dividia-se em duas áreas; a reserva e os man­sos (ou casais, em Portugal).

Reserva - Parte do domínio senhorial directamente explorada pelo senhor; constituíam-na as terras mais férteis. Nele esta­vam instalados: a igreja, o celeiro, o lagar, o moinho, o forno e o solar do senhor.

Mansos - Parcelas em que estava dividido o senhorio; eram cultivados por camponeses em troca do pagamento de tri­butos e da prestação de serviços ao senhor.

Servo - Camponês não livre que trabalhava a terra do seu se­nhor.

Feudo - Bem concedido em troca de serviços. A partir do século XI, passou a designar uma propriedade fundiária concedida, a título hereditário, pelo Rei ou um grande senhor, a um vassalo.

Vassalo - Nobre que se colocava na dependência do soberano ou de um senhor mais poderoso (suserano) em troca de protecção e da concessão de um beneficio.

O Feudalismo e as Relações de Dependência pessoal


Suseranos e Vassalos


A Europa nos Séculos IX a XII


quarta-feira

A vida dos camponeses

Pagamento de rendas e impostos ao senhor

O vilão trabalha muito e sofre, semeia o centeio, grada a aveia, ceifa o prado, tosquia a lã, faz as cercas, levanta paliçadas, cumpre as cor­veias, sofre as pilhagens senhoriais e paga muitos impostos. (...) Se tem um bom pato ou uma gali­nha gorda, ou bolo, ou farinha branca, destina-a aos seus senhores. E se tem vinho da sua vinha, o seu senhor (...) fica com ele (...), nunca prova um bom bocado de ave nem de caça.
Livro dos Costumes, séc. XII
O camponês vive como um porco. Não gos­ta de uma vida graciosa e a riqueza sobe-lhe à cabeça quando se eleva a uma posição de prospe­ridade.
Portanto, o melhor é manter-lhe a manjedoura vazia, consumir os seus bens e fazê-lo sofrer o vento e a chuva.
Bertran de Bom (trovador do séc. XII)

Relações Feudo-Vassálicas







Sociedade Ruralizada e Tripartida

A Europa do século VI ao século IX

Fim do Mundo Romano

sábado

O Exército Romano





O exército romano, nos dias áureos do Império, era uma máquina de guerra devastadora e tremendamente bem sucedida. A unidade princi­pal era a legião, com cerca de 6000 homens, quase todos tropa de infan­taria. Podia incluir 100 a 200 homens a cavalo, utilizados como batedo­res, porta-estandartes e enviados em perseguição de inimigos em fuga. O legionário tinha de ser cidadão romano, e os recrutas tinham de sub­meter-se a um rigoroso programa de selecção antes de serem aceites nas fileiras. Deviam medir pelo menos 1,70 m e ser aprovados num exa­me médico para garantir que se encontravam em boa condição física e tinham boa visão. Depois, alistavam-se por 20 anos.
O equipamento foi evoluindo ao longo dos anos, mas no século I d. C, um legionário usava um elmo de ferro, uma armadura peitoral ou aduelas de ferro, um escudo de madeira, dois grandes dardos, um punhal, uma espada curta, o chamado gládio, e sandálias robustas de couro.
Para além da armadura e das armas, os soldados levavam ainda um cesto, uma picareta, um machado, uma serra, uma panela, duas estacas para a paliçada de defesa do acampamento e cereal suficiente para uns 15 dias, num total de 40 kg.
Também, nos cercos, os Romanos eram impressionantes. Para derru­barem as portas das cidades, unidades de 27 legionários agrupavam-se em testudo, ou formações "em tartaruga", juntando-se uns aos outros com os escudos sobre as cabeças, o que constituía uma "carapaça" que os protegia dos projécteis inimigos. Também na guerra de cerco usavam torres móveis, rampas, escadas e catapultas gigantes, as ballistae, para lançar sobre o inimigo pedras e setas em chamas.
As vitórias eram celebradas com toda a pompa. Em Roma, era costu­me realizarem-se "triunfos", ou seja, celebrações públicas para dar as boas-vindas aos comandantes e tropas vitoriosas, com brilhantes corte­jos de carros alegóricos, porta-estandartes, trombetas, exibição de pri­sioneiros e execuções rituais dos chefes inimigos num local perto do fórum. Os insucessos eram mal vistos: uma unidade considerada deso­bediente ou cobarde em batalha era sujeita à "dizimação" - escolhia-se à sorte um soldado em cada 10, que era selvaticamente morto à paulada pelos seus anteriores camaradas.

sexta-feira

Panis et circensis


Panis et circensis , que significa "Pão e Circo", era (é) uma expressão usada pelos adversários da política do Imperador a quem acusavam de distrair os cidadãos com diversões, da miséria e das más condições de vida em que viviam . Os jogos, durante os quais era distribuído pão, eram assim usados para desviar e calar o espírito crítico das pessoas e a capacidade de oposição às suas políticas.